terça-feira, 8 de junho de 2010

Projetos Distribuídos Pelo Mundo e Como Ajuda-los

Moçada, eu sempre sumo desse negócio por muito tempo. Não adianta tentar me enganar dizendo que vou ficar aqui postando toda semana ou até todo mês. Só apareço de vez em quando e é isso ai. De qualquer maneira estou aqui hoje pra falar sobre algo muito interessante e simples de ser feito: ajudar projetos mundo afora usando o BOINC.



Pra quem não conhece, o BOINC é um programa Open-Source, desenvolvido na universidade de Berkeley, para computação voluntária e rede de computadores. E isso quer dizer o que tio Gabriel? Isso quer dizer que, se você tem um projeto que exige poder computacional mas não possui recurso pra isso, pode criar um projeto para o BOINC e disponibilizar na internet pacotes de processamento para voluntários processarem.

Existem dezenas de projetos que usam o BOINC. Existem projetos para estudar a forma de proteínas, o ciclo de vida da malária, a estrutura do DNA de vários vírus e bactérias, para fazer estudos matemáticos e até para procurar vida em outro planeta.

Participar de um projeto é extremamente simples e, depois de um pouco de configuração você nem percebe que o seu computador está sendo usado para isso. O programa fica ligado sempre que seu computador também estiver e, quando você não estiver usando, ele começa a realizar as tarefas e as envia de volta pro servidor do projeto. Nisso você vai acumulando pontos (que só servem pra você mesmo, ninguém ganha nada) e subindo no ranking mundial.

Aqui vai meu status nos projetos que participo:



Pra participar é simples, baixa fazer o download do programa aqui e instalar o programa (existem versões para Linux, Mac e Windows mas nem todos os projetos suportam as 3 plataformas). Depois de instalado você vai adicionando os projetos pelo próprio programa e se cadastrando também por ele. Você só tem que entrar nos sites dos projetos para cadastrar seus dados do perfil, mas nem é obrigatório.

Você pode mudar a visão do programa para avançada mas também não é necessário. Lá você consegue ver estatísticas de uso do computador e sua pontuação nos projetos. Nas configurações você pode escolher que horários ele vai trabalhar e depois de quanto tempo do computador inativo que ele vai começar a trabalhar, assim como os horários em que ele vai usar a internet. Nas opções da visão avançada você pode escolher inclusive a porcentagem de processamento e quantos KB/s ele vai usar, assim não atrapalha seu computador, mesmo que você esteja usando. É importante também configurar quanto de espaço em disco ele vai poder usar.

Essa é uma maneira simples de ajudar em alguma coisa no mundo, existem vários projetos que são de pesquisa de doenças de universidades famosas no mundo, outros vários de física e por ai vai.

Abraços pra todos e espero que minha volta não demore tanto dessa vez!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

De volta à Ativa

Moçada, moçada, garrafa d'água... Depois de quase um ano, resolvi, por incentivo de minha querida amiga Júlia, fazer alguma coisa de útil e voltar a escrever aqui nesse treco e a colocar algumas música.
Pra começar, bem, de preferência, vou colocar aqui um dos discos mais bonitos que já ouvi na vida. As suites de Johann Sebastian Bach para violoncello, tocadas pelo gênio Pablo Casals.

Pablo Casals nasceu em 1876 na Espanha e foi, desde cedo, muito talentoso. Era radicalmente contra o governo do ditador Franco e se exilou na França, ajudando, durante a II Guerra Mundial, os exilados espanhois. Em 1950 fez um festival de música na cidade onde morava, no interior da França, na cidade de Prades. Foi o começo do Festival de Prades. Em 1958, em um concerto para festejar o dia das Nações Unidas, na sede mundial, em Nova York, Casals colocou a seguinte mensagem no programa do concerto:
"A música - maravilhosa linguagem universal que todos compreendem - deve contribuir de tal forma a aproximar os seres humanos. Por isso, faço um apelo a todos os músicos, especialmente aos meus companheiros, para pedir-lhes que ponham a pureza de sua arte a serviço da humanidade para criar relações fraternas e iluminadas entre os homens do mundo inteiro. A Ode à Alegria de Beethoven, da Nona Sinfonia, tornou-se símbolo do amor à humanidade. Proponho, portanto, que todas as cidades que tenham uma orquestra e um coral participem da execução da Ode à Alegria num mesmo dia, transmitindo esse evento para todos os recantos do mundo pela rádio e televisão até às mais pequenas comunidades como uma oração pela paz que tanto almejamos."




O cara, além de um gênio da música, era um grande humanista. Morreu em 1973, no mesmo ano que Pablo Picasso e que Pablo Neruda, outros grandes Pablos da história da humanidade (assunto para outra hora...). Essa coincidência (também chamada de má sorte), foi tema de um poema do grande Vinícius de Moraes, que era amigo dos três:

Breve Consideração à Margem do Ano Assassino de 1973

Que ano mais sem critério
esse de 73
Levou para o cemitério
três Pablos de uma só vez

Três Pablões, não três pablinhos
No tempo como no espaço
Pablos de muitos caminhos:
Neruda, Casals, Picasso.

Três Pablos que se empenharam
contra o fascismo espanhol
Três Pablos que muito amaram
Três Pablos cheios de Sol.

Um trio de imensos Pablos
em gênio e demonstração
Feita de engenho, trabalho
Pincel, arco e escrita à mão.

Três publicíssimos Pablos: Picasso, Casals, Neruda
Três Pablos de muita agenda
Três Pablos de muita ajuda.
Três líderes cuja morte
o mundo inteiro sentiu

Oh ano triste e sem sorte
Vá prá puta que o pariu!

Com essa frase, termino finalmente o post, grande e gordo. Só mais um último comentário, Pablo Casals foi a primeira pessoa a gravar as suites de Bach que, antes dessa gravação, eram consideradas meras peças de estudo.

Finalmente, os discos:

Suites de Bach (1 - 3) - Pablo Casals
Suites de Bach (4 - 6) - Pablo Casals

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

João Violão e Voz - João Gilberto - 2000



Belo disco de João Gilberto, vale a pena (se sua alma não é pequena). Só o Joãozinho e o esmeringonringon...ops violão dele.

Voltei finalmente, depois de 73 desativado comprei agora um liquidicaipinto do coringa e sou uma nova pessoa.

João Violão e Voz

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Charles Mingus - His Final Work - 1977



Essa foi a última gravação feita por Charles Mingus. Disco muito bom. Vou evitar de ficar comentando os discos pra não influenciar ninguém, mas esse vale a pena. Estou de volta devagar, me recuperando da ressaca da festa de 100 visitas. Gostaria de pedir que os visitantes postassem com menos freqüência porque eu não consigo acompanhar o volume de comentários realizados.

Charles Mingus - His Final Work

Parte 1

Parte 2

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Aniversário de 100 Visitas

Comemorando os 100 acessos ao blog (dos quais mais ou menos 70 devem ser meus) resolvi postar aqui vários CDs de Jazz. Nenhum link é de minha autoria, mas todos são colocados aqui com muito carinho e extremamente aprovados.
(todos os links são de jazzmanmp3.blogspot.com)

Tom Jobim - Stone Flower - 1970

Charles Mingus - Cumbia & Jazz Fusion - 1976

Caetano Veloso - Circuladô de Fulô - 1991


Duke Ellington, Charles Mingus & Max Roach - Money Jungle (Expanded) - 1962


Ella Fitzgerald & Louis Armstrong - Ella & Louis Again - 1957

Parte 1

Parte 2


Por enquanto é só, entrem no blog que eu indiquei que tem muito mais coisa.
Abraços a todos,
Balburcio.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Tropicália ou Panis et Circenses - 1968


Disco maravilhoso. Acho que não precisa de muitos comentários, quem realmente quiser saber mais é so ir no Google, afinal pra isso serve a internet. Não me arrisco a fazer críticas sobre um disco assim tão incrível.
(Clique na imagem pra baixar o disco, o link não é meu, então é meio chato de baixar mas nem tanto assim também.)

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

sábado, 27 de outubro de 2007

Baden Powell - Grande Show Ao Vivo - 1979



Show instrumental de Baden. Em homenagem ao Juju que me perguntou há algum tempo se eu tinha alguma coisa dele. Ai esta.

Disco 1

Disco 2

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Arca de Noé 1 e 2 - 1980 - 1981




Dois discos geniais. Cresci ouvindo isso, lembro de ir escovar os dentes cantando "la vai o pato, pato aqui, pato acolá". Juntam-se dois gênios e da nisso. Destaque no disco 1 para "A Porta", cantada por Fábio Jr. (quem diria), uma das canções infantis mais bonitas que ja ouvi e "O Pato", interpretada por MPB-4, uma das mais divertidas. No disco dois destaque para "O ar (O vento)", interpretada por Vinicius e Boca livre, com o melhor solo de assuvio do mundo e "O Pintinho", cantado por As Frenéticas, música divertidíssima. Ouçam e se divirtam.
(Clique nas imagens para baixar os discos)

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Raphael Rabello e Armandinho - Em Concerto - 1997






Maravilhoso esse disco. Um dos maiores nomes do violão de 7 cordas (se não o maior!) junto de um dos maiores nomes do cavaquinho (se não o maior!). Virtuosismo e beleza. Sem mais palavras.

Raphael Rabello e Armandinho - Em Concerto

De quebra um video de Raphael Rabello tocando na casa de um amigo: