segunda-feira, 24 de novembro de 2008

De volta à Ativa

Moçada, moçada, garrafa d'água... Depois de quase um ano, resolvi, por incentivo de minha querida amiga Júlia, fazer alguma coisa de útil e voltar a escrever aqui nesse treco e a colocar algumas música.
Pra começar, bem, de preferência, vou colocar aqui um dos discos mais bonitos que já ouvi na vida. As suites de Johann Sebastian Bach para violoncello, tocadas pelo gênio Pablo Casals.

Pablo Casals nasceu em 1876 na Espanha e foi, desde cedo, muito talentoso. Era radicalmente contra o governo do ditador Franco e se exilou na França, ajudando, durante a II Guerra Mundial, os exilados espanhois. Em 1950 fez um festival de música na cidade onde morava, no interior da França, na cidade de Prades. Foi o começo do Festival de Prades. Em 1958, em um concerto para festejar o dia das Nações Unidas, na sede mundial, em Nova York, Casals colocou a seguinte mensagem no programa do concerto:
"A música - maravilhosa linguagem universal que todos compreendem - deve contribuir de tal forma a aproximar os seres humanos. Por isso, faço um apelo a todos os músicos, especialmente aos meus companheiros, para pedir-lhes que ponham a pureza de sua arte a serviço da humanidade para criar relações fraternas e iluminadas entre os homens do mundo inteiro. A Ode à Alegria de Beethoven, da Nona Sinfonia, tornou-se símbolo do amor à humanidade. Proponho, portanto, que todas as cidades que tenham uma orquestra e um coral participem da execução da Ode à Alegria num mesmo dia, transmitindo esse evento para todos os recantos do mundo pela rádio e televisão até às mais pequenas comunidades como uma oração pela paz que tanto almejamos."




O cara, além de um gênio da música, era um grande humanista. Morreu em 1973, no mesmo ano que Pablo Picasso e que Pablo Neruda, outros grandes Pablos da história da humanidade (assunto para outra hora...). Essa coincidência (também chamada de má sorte), foi tema de um poema do grande Vinícius de Moraes, que era amigo dos três:

Breve Consideração à Margem do Ano Assassino de 1973

Que ano mais sem critério
esse de 73
Levou para o cemitério
três Pablos de uma só vez

Três Pablões, não três pablinhos
No tempo como no espaço
Pablos de muitos caminhos:
Neruda, Casals, Picasso.

Três Pablos que se empenharam
contra o fascismo espanhol
Três Pablos que muito amaram
Três Pablos cheios de Sol.

Um trio de imensos Pablos
em gênio e demonstração
Feita de engenho, trabalho
Pincel, arco e escrita à mão.

Três publicíssimos Pablos: Picasso, Casals, Neruda
Três Pablos de muita agenda
Três Pablos de muita ajuda.
Três líderes cuja morte
o mundo inteiro sentiu

Oh ano triste e sem sorte
Vá prá puta que o pariu!

Com essa frase, termino finalmente o post, grande e gordo. Só mais um último comentário, Pablo Casals foi a primeira pessoa a gravar as suites de Bach que, antes dessa gravação, eram consideradas meras peças de estudo.

Finalmente, os discos:

Suites de Bach (1 - 3) - Pablo Casals
Suites de Bach (4 - 6) - Pablo Casals

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

João Violão e Voz - João Gilberto - 2000



Belo disco de João Gilberto, vale a pena (se sua alma não é pequena). Só o Joãozinho e o esmeringonringon...ops violão dele.

Voltei finalmente, depois de 73 desativado comprei agora um liquidicaipinto do coringa e sou uma nova pessoa.

João Violão e Voz